11 maio, 2008

Não há distinção entre católicos, ortodoxos e protestantes, diz o Vaticano

O pregador da Casa Pontifícia, Raniero Cantalamessa, fez apelo no qual chamou todos os cristãos à unidade e assegurou que "não existe distinção entre católicos, ortodoxos e protestantes, mas entre os que acham que Cristo é o filho de Deus e os que não o acham".



VATICANO - O pregador da Casa Pontifícia, Raniero Cantalamessa, fez, na Sexta-feira dia 21, um apelo no qual chamou todos os cristãos à unidade e assegurou que "não existe distinção entre católicos, ortodoxos e protestantes, mas entre os que acham que Cristo é o filho de Deus e os que não o acham".

A declaração chama a atenção e sinaliza uma espécie de “mea culpa” porque em Julho do ano passado o próprio Vaticano chegou a dizer que apenas a Igreja Católica é a Igreja de Cristo.

Raniero Cantalamessa fez as declarações durante a homilia da Paixão de Cristo pronunciada na Basílica de São Pedro e presidida pelo papa Bento XVI.

O pregador do papa, tradicionalmente encarregado da homilia da Paixão durante a Sexta-Feira Santa, acrescentou que a unidade dos cristãos é "uma meta a alcançar" e um "dom a acolher".

E lamentou os obstáculos criados pelas diferentes denominações cristãs na obtenção da unificação.

Segundo o Cantalamessa, "o que está em jogo no início do terceiro milénio já não é o mesmo que na viragem do segundo milénio, quando aconteceu a separação entre o oriente e o ocidente, nem é o mesmo que o da metade do milénio passado, quando aconteceu a separação entre católicos e protestantes".

E acrescentou: "o mundo seguiu adiante e nós permanecemos presos a problemas e fórmulas que o mundo nem sequer lembra o motivo".

Reconhecimento das diferenças

No entanto, ele explicou que o caminho em direcção ao ecumenismo não pode "queimar períodos", em relação às diferenças na doutrina entre os cristãos, "porque as diferenças existem e é preciso resolvê-las com paciência nas sedes apropriadas".

"Mas podemos por outro lado queimar etapas na caridade, e estar unidos desde já", acrescentou Cantalamessa.

Para o pregador do Vaticano, "o que poderá reunir os cristãos divididos será só a difusão de uma nova onda de amor por Cristo".

Perseguição aos cristãos

O papa Bento XVI – que já recebeu uma ameaça de morte da rede terrorista Al Qaeda, de Osama Bin Laden - lembrou as perseguições sofridas pelos cristãos em várias partes do mundo.

Bento XVI, no início da tradicional Via-Sacra, declarou que " coliseus se multiplicaram através dos séculos, em várias partes do mundo (referindo-se ao Coliseu como lugar histórico de martírio dos cristãos), nos lugares onde os nossos irmãos em diferentes partes do mundo, continuando a vossa Paixão, ainda hoje são duramente perseguidos”.

“E é este também um destino que diz respeito também à Igreja, a Esposa de Cristo que em muitas partes do mundo, está a atravessar a hora tenebrosa da perseguição”, complementou.

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Extraído de http://pt.christiantoday.com/article/no-h-distino-entre-catlicos-e-protestantes-diz-vaticano/12957.htm

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