19 abril, 2007

Bispos metodistas questionam “lei da homofobia”

SÃO PAULO, 19 de abril (ALC) – Pregar e ensinar no público e no privado contra a prática homossexual como um pecado e desobediência aos ensinamentos de Deus é um direito inalienável da igreja, defende o Colégio Episcopal da Igreja Metodista do Brasil, que questiona a chamada “lei da homofobia”.

O projeto de lei 5.003, de 2001, em análise no Parlamento brasileiro, criminaliza toda e qualquer manifestação contra a opção sexual das pessoas. Para os bispos metodistas, reunidos em São Paulo nos dias 11 e 12 de abril, “tal lei ora em discussão retomaria os princípios da censura de consciência e opinião típicas do fascismo e das ditaduras que tantos males causaram à humanidade”.

O Colégio Episcopal admite que ocorrem manifestações de natureza discriminatória de todo tipo na sociedade brasileira, também contra pessoas homossexuais, que não fazem justiça aos direitos individuais nem à tradição cristã de reconhecer qualquer ser humano como criatura divina.

Numa sociedade democrática, destacam os bispos metodistas, o direito de escolha é reconhecido, “mas também nesta sociedade os valores individuais, e mesmo de segmentos, não podem se impor sobre os valores de outras comunidades específicas”, como a das igrejas cristãs, por exemplo.

O pronunciamento do Colégio Episcopal metodista reporta-se ao ensinamento bíblico de que Deus criou homem e mulher, orientação sexual defendida pela igreja, assim que a prática do homossexualismo é encarada como pecaminosa. “O fato de a igreja compreender o homossexualismo desta maneira não a impede de receber, acolher e dialogar com os homossexuais”, frisa o documento.

A igreja quer preservar o direito de questionar a conduta humana, qualquer que ela seja, “de modo a poder desempenhar sua missão de pregar a reconciliação do ser humano com Deus, com o seu próximo e consigo mesmo”. O Colégio Episcopal metodista é integrado por dez bispos e uma bispa.

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Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação