02 dezembro, 2009

Papa Bento XVI diz que o amor a Deus precede todas as escolhas

CIDADE DO VATICANO - Na audiência geral da manhã de hoje, na Praça São Pedro, o papa Bento XVI disse que amar a Deus, e através disso, ao próximo, é uma escolha "decisiva" que deve proceder todas as outras.

- É o amor a principal energia que move a alma humana, a sua natureza mais profunda - explicou Bento XVI, classificando o sentimento como uma força da alma que se reporta a Deus.

De acordo com o papa, o amor seria também "um compromisso" para cada pessoa, um conhecimento a ser aprendido não tanto com a razão mas "na escola de Deus", deixando-se invadir pelo Espírito Santo.

Em seu pronunciamento, o Pontífice citou o abade Guilherme de Saint-Thierry, amigo e biógrafo de São Bernardo de Claraval, e que teria escrito uma espécie de "pedagogia" do sentimento amoroso.

Para Saint-Thierry, o amor por Deus seria o segredo de uma vida feliz e de um verdadeiro conhecimento, alcançados através de um caminho de autodisciplina e esforço, que partiria do amor humano e chegaria ao divino.

- O amor é o princípio do conhecimento. Não é assim na nossa vida? Não conhecemos verdadeiramente quem não amamos - acrescentou Bento XVI. Segundo o papa, também não é possível conhecer Deus sem amá-lo.

O chefe máximo da Igreja Católica citou ainda Santa Teresa do Menino Jesus, proclamada Doutora da Igreja em 1997 por João Paulo II. De acordo com o Pontífice, "viver de amor" da maneira que ela viveu "é se dar sem medidas".

- Quando se ama não se faz cálculos. Não tenho nada, minha única riqueza é viver de amor - completou.

Ainda na audiência geral, Bento XVI encorajou os jovens a "fugirem do pecado e a protegerem seu futuro como um generoso serviço a Deus e ao próximo".

O religioso indicou como exemplos os santos João Maria Vianney, José Cafasso e Pio de Pietrelcina, entre outros, que seriam "figuras extraordinárias de 'apóstolos do confessionário'".

O papa lembrou o 25º aniversário de promulgação da Exortação Apostólica Pós-sinodal Reconciliato et Paenitentia, de João Paulo II, que "chamou a atenção para a importância do sacramento da penitência na vida da Igreja".

Bento XVI recordou que a iniciativa se referia a sacerdotes, a todos os cristãos e especialmente aos recém-casados, a quem convidava a "criar em família um clima constante de fé e de compreensão recíproca".
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Notícia da Agência ANSA publicada no Jornal do Brasil on line
Endereço: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/12/02/e021228544.asp

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