09 dezembro, 2006

Verso e Voz — 09 de dezembro

Os ímpios e ímpias têm puxado da espada e têm entesado o arco, para derrubarem o pobre e necessitado e necessitada, e para matarem os e as que são retos no seu caminho. Mas a sua espada lhes entrará no coração, e os seus arcos quebrados. — Salmo 37.14-15

“Nós somos dedicados profundamente, apaixonadamente, à causa da não-violência, à força da verdade e do amor, à alma-força. Àqueles e àquelas que dizem que nós somos idealistas ingênuos, utópicos, nós dizemos que somos os únicos realistas, e que aqueles e aquelas que continuam a suportar o militarismo em nosso tempo estão apoiando o progresso que leva para a auto-destruição total da raça humana!” — Betty Williams, em seu discurso da aceitação do Prêmio Nobel da Paz de 1976.

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08 dezembro, 2006

Intrometendo-me em um diálogo entre amigos

Por: Fabio Martelozzo Mendes

Peço licença aos irmãos pastores, atores deste diálogo amigável, para intrometer-me. Agradeço à concessão certo de sua anuência, visto o mesmo ter sido travado em ambiente público ( http://www.metodista.org.br/ e http://www.metodistaecumenico.blogspot.com) e com convites para opiniões posteriores.Primeiramente eu não entendo as razões para as preocupações elencadas pelo rev. Jesué Silva. Todas as decisões do 18º Concílio Geral estão sendo aplicadas e respeitadas. A Igreja Metodista já se desligou das "instituições ecumênicas que contam com a presença da ICAR" em sua membresia: CESE, Koinonia, Diaconia, CONIC. Os metodistas que faziam parte destas associações já entregaram seus cargos, mesmo quando ocupavam presidência ou secretaria geral destas instituições. E desde então nenhum evento ecumênico patrocinado por estas instituições e/ou com a presença da ICAR tiveram a participação da Igreja Metodista.

Portanto, só posso considerar infundadas as preocupações do rev.Jesué. E se as preocupações são infundadas, mais incompreensíveis ainda são as qualificações dadas aos irmãos cuja opinião não foi prevalescente no 18º CG:

- "E faço ao ver os comportamentos que evidenciam desacato às determinações Conciliares."

- "Por que de repente as “decisões da Igreja” se tornaram relativas e passivas de tantas críticas?"

- "Chamo a atenção de todos os murmuradores. Cuidado! Quem não sabe obedecer à autoridade também não pode exercê-la."

- "Os murmuradores não passam de rebeldes por melhores que sejam suas intenções. E rebeldia é como o pecado de feitiçaria."

- "Creio ainda, que essas críticas às decisões do Geral, estão colocando em risco perante membresia, a credibilidade em nossa Instituição maior. Depois não vai adiantar chorar."

Infundadas, incompreensíveis e profundamente insensíveis. O rev.Jesué, que agora admoesta tão duramente os irmãos com opinião diversa em relação à decisão tomada no 18º CG parece ter se esquecido que o direito à crítica, à opinião e à liberdade de expressão, desde que dentro dos limites da obediência instituicional (que nunca foi sequer ameaçada) são condições imprescindíveis ao processo democrático e conciliar. Este mesmo processo que possibilitou hoje a revogação de uma decisão tomada a vinte anos.

Esquece-se também que os irmãos que articularam a decisão tomada no 18º CG se valeram exatamente dos mesmos meios para verem o sucesso de sua causa: a crítica à posição da igreja, à articulação de pastores e leigos favoráveis à sua causa e à costura de apoio junto à delegação eleita. O rev.Jesué também demonstra não perceber que os meios usados hoje pelos chamados críticos ao processo conciliar, o uso de blogs, listas de e-mail, reuniões de leigos e pastores simpáticos à causa ecumênica, foram usados à exaustão pelos irmãos que tiveram sucesso no último CG. E o que mais espanta: embora assumissem posição democrática e respeitadora da opinião de onde quer que ela viesse, esses meios eletrônicos foram retirados do ar exatamente após seu objetivo ter sido alcançado.

Ao ver-me pessoalmente atingido, pois eu mesmo sou um crítico descontente (e ao mesmo tempo obediente) à decisão do CG, não consigo entender como o rev.Jesué não estendia sua reprimenda dura aos irmãos que se utilizaram exatamente dos mesmos meios que agora tem sido denunciados. Ou será que as críticas surgiram somente após o CG? Antes desse evento todas as determinações dos CGs, CE, COGEAM eram seguidas à risca e cegamente? Infelizmente não. Eu mesmo tive a oportunidade de ver centenas de páginas (se tivessem sido impressas - já que estavam restritas ao ambiente eletrônico da internet, deletaram-se) atacando decisões do Colégio Episcopal, atacando bispos pessoalmente por cumprirem as determinações conciliares, atacando instituições metodistas e lançando suspeitas sem prova ou sem indícios, sem dizer nomes mas dando a entender muita coisa. Espalhando boatos, fazendo tempestades em copos d'agua e criando climas histéricos que favorecessem aos tão propalados "ventos de mudanças".

Portanto, o que eu não consigo entender é a falta de critérios para as críticas do rev.Jesué. Antes podia. Agora não mais. E ao não poder mais, que as imprecações de maldições bíblicas caiam sobre as cabeças dos rebeldes feiticeiros!

O clamor por uma postura, feito pelo rev.Jesué, encontrou eco nas palavras do rev. Dino Ari Fernandes. Utilizando-se de sua famosa habilidade pugilistico-retórica, colocando sempre no corner defensivo os destinatários de suas palavras, o rev.Dino acrescenta dados que nos servem como reflexão sobre o resultado do processo conciliar:

- "Creio que o bispo João Carlos, quando estiver à frente do Colégio Episcopal - pois foi designado presidente, mas, por enquanto sabe que estamos num momento de "aparência acéfala" - chamada de "transição" - agirá com pulso firme, mas com postura justa e equilibrada (...)"

- "Certamente ele saberá ouvir o nosso clamor - (...) - e tomará medidas plausíveis, sempre contando com nosso apoio."

- "João Carlos Lopes não irá também "DIVAGAR" - pois sua palavra é firme e resoluta !!!"

- "MEDO ? - Ao que tudo indica, trata-se de ferramenta que não faz parte de seu arsenal..."

Causam-me espanto as palavras do rev.Dino por diversos motivos. Primeiramente ao invocar a acefalia da Igreja Metodista. Rev.Dino, a Igreja Metodista não está acéfala. Ela tem como presidente do Colégio Episcopal o revmo. João Alves de Oliveira Filho, que continua trabalhando frente à Igreja Metodista em todas as atribuições canônicas.

Em segundo lugar, ao conclamar postura "firme", "resoluta", "destemida", "plausíveis", "de pulso firme", contra aos rebeldes murmuradores. Conforme explanei acima, os que hoje impuseram sua agenda à denominação foram no passado, segundo o critério do rev.Jesué, por mim aplicado, rebeldes murmuradores também. Portanto, falta critério ao pedir a ação punitiva agora e não antes. Falta coerência ao condenar exatamente as mesmas coisas que antes praticava. Falta auto-crítica ao cobrar de forma tão taxativa o enquadramento às normas quando o passado recente mostra a recusa em encaixar-se às normas contra as quais a consciência previnira. E o que é pior, ao arrogar-se o direito à consciência no ato de recusa em seguir às determinações canônicas e conciliares, nega ao outro o mesmo direito.

Como terceiro motivo de reflexão, e porque não dizer, preocupação, causa-me estranheza o discurso ditatorial, a invocação ao braço punitivo da Igreja Metodista e a vontade de enquadrar nos rigores da lei aqueles que discordarem do atual pensamento hegemônico. Essa tendência anti-democrática preocupa, pois vem acompanhada de discurso belicoso e divisionista, chamando uns de lutadores pelo reavivamento e a outros de aproveitadores de benesses institucionais. Este mesmo discurso inflamado e estigmatizador sempre acompanhou a implantação de regimes de exceção, que aproveitam-se do medo infundado e histérico artificialmente inflado para impôr uma agenda restritiva às liberdades individuais.Espero que meus temores sejam infundados como são os temores do rev. Jesué e do rev. Dino Ari Fernandes.

Espero que medidas punitivas à participação de irmãos e irmãs metodistas em eventos ecumênicos não venham a se concretizar, embora diversas vezes insinuadas e conclamadas. Afinal de contas, a Igreja Metodista retirou-se da caminhada conjunta do CONIC e CESE, mas tentar impor a não participação de pessoas em eventos ecumênicos é uma interferência inadimissível na vida privada e na consciência das pessoas de forma que não vemos desde as épocas de conversões forçadas.

Em Cristo que sempre liberta.

Fabio Martelozzo Mendes
(leigo da 3ª Região Eclesiástica)

http://metodistaecumenico.blogspot.com/2006/12/dialogo-entre-amigos.htmlhttp://www.metodista.org.br/index.jsp?conteudo=3838http://www.metodista.org.br/index.jsp?conteudo=3848

Verso e Voz — 08 de dezembro

Bem-aventurado é aquele e aquela que considera o pobre; o Senhor o livrará no dia do mal. O Senhor o guardará, e o conservará em vida; será abençoado e abençoada na terra; tu, Senhor não o entregarás à vontade dos seus inimigos e inimigas. — Salmo 41.1-2

“É na comunidade que vamos para ver Deus no outro e na outra. É na comunidade que nós vemos nosso próprio vazio preenchido. É a comunidade que me chama além dos horizontes estreitos da minha própria vida, meu próprio país, minha própria raça, e me dá os dons que eu não tenho dentro de mim”. — Joan Chitterlings

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07 dezembro, 2006

Dialogo entre amigos...

Rev Jesué Francisco da Silva, pastor em Lins, SP e Superintendente Distrital do Distrito de Ourinhos

Meus irmãos e minhas irmãs, é com muita tristeza e apreensão que faço este COMENTÁRIO. Depois do 18º Concílio Geral tenho ouvido muitos comentários. Alguns julgo procedentes, outros não. Confesso que esperava um outro comportamento por parte de nossos irmãos e especialmente de nossos colegas. Lembro-me muito bem que sempre as autoridades de nossa igreja sempre defenderam o que era Constitucional. Defenderam que as decisões conciliares deveriam ser cumpridas. Até aqui acreditei nesse discurso. Não acredito mais. E faço ao ver os comportamentos que evidenciam desacato às determinações Conciliares. O que acho impressionante é que enquanto os concílios Gerais aprovavam aquilo que estava dentro do pensamento dos que o criticam hoje, ficaram quietos e amaldiçoando aqueles e aquelas que não concordavam com suas decisões. Lembro-me muito bem “Tem de ser assim ou assado porque é decisão conciliar da igreja”. E agora? Não é mais? Por que de repente as “decisões da Igreja” se tornaram relativas e passivas de tantas críticas? Para mim está bem claro. Isso tudo está acorrendo porque aspirações de um grupo de pessoas bem intencionadas, porém de muitos psêudos intelectuais e teólogos deixaram de ser contempladas.

Chamo a atenção de todos os murmuradores. Cuidado! Quem não sabe obedecer à autoridade também não pode exercê-la. Uma outra coisa. Temos que ser coerentes. Se durante tanto tempo dissemos que somos conciliares e que o nosso órgão maior era o Concílio Geral, tem de continuar sendo assim, mesmo que aprove coisa que não gostamos. Foi assim com os anti-ecumenistas durante vinte anos. Quando não queriam aceitar o argumento era sempre a decisão do Concilio Geral. Ninguém tinha o direito canônico de contestar mesmo que não gostasse. Por que contestam agora? Será que pensam que somente eles têm o direito de falar? Ou são os donos da última palavra? Para mim a última palavra é do Geral e ponto final. Os murmuradores não passam de rebeldes por melhores que sejam suas intenções. E rebeldia é como o pecado de feitiçaria. Como pastor de uma Igreja Local, uma vez quase perdi a cabeça e não consegui mais pastoreá-la depois que tive que fazer nela um trabalho ecumênico e essa Igreja era contra. Porque eu fiz um trabalho que a igreja Local era contra e eu arrisquei minha sorte? Porque os cânones diziam que éramos ecumênicos. Como pastor metodista cabia-me única e exclusivamente respeita-los. Paguei um preço muito alto por isso, mas não fugi do que era constitucional.

Creio ainda, que essas críticas às decisões do Geral, estão colocando em risco perante membresia, a credibilidade em nossa Instituição maior. Depois não vai adiantar chorar. Acatemos as decisões de nosso Conclave maior, custe o que custar. Não vamos nos arrepender. Por que essa incoerência toda agora? Por que tornar as decisões de nosso Concílio relativas. Pensem bem meus irmãos! O preço de uma rebeldia e incoerência poderá ser incalculável.

Estou aberto ao diálogo.

E-mail: jesuésilva@uol.com.br e pelo MSN: jesue_89@hotmail.com
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Meu caríssimo mano Jesué
São indignações como a que o irmão manifestou que faz a diferença. Quem está no ministério pastoral de base (igreja local) sabe o prêço que foi pago pelas decisões do passado, a que eramos compelidos à obediência. O irmão pagou o prêço, e não o fez sozinho. Eu também o paguei, como muitos de nós, que pastoreamos onde a Igreja está: na BASE, e não na ficção geral ou regional.
Creio que o bispo João Carlos, quando estiver à frente do Colégio Episcopal - pois foi designado presidente, mas, por enquanto sabe que estamos num momento de "aparência acéfala" - chamada de "transição" - agirá com pulso firme, mas com postura justa e equilibrada - pois, acima de tudo, trata-se de um PASTOR com coração de PASTOR.
Certamente ele saberá ouvir o nosso clamor - pois também já ouviu muito o clamor de nosso povo em sua região, e sabe bem como e qual é o clamor dos que estão na base - longe das benesses institucionais - e tomará medidas plausíveis, sempre contando com nosso apoio.
Porque digo isso ?
Porque não sou advogado dele, mas conheço-o como Homem de Deus - que também erra, mas não tem medo de tomar decisões, ainda que as tais venham a desagradar a muitos.
Sua manifestação, meu prezado amigo, irmão e colega Jesué, chega ao conhecimento dele em bom momento. Certamente ele dirá: NÃO SOU AINDA O PRESIDENTE DO COLÉGIO - mas com toda a certeza SURDO ELE NÃO É, muito menos faccioso e indolente, ou de coração dividido.
Vejo nele também muita esperança.
Talvez ele responda a este e-mail dizendo: "DINO.... VÁ DEVAGAR !!!"
Mas.... antes "ir devagar" do que "IR DIVAGAR" - cujo sentido é completamente diferente.
João Carlos Lopes não irá também "DIVAGAR" - pois sua palavra é firme e resoluta !!!
MEDO ? - Ao que tudo indica, trata-se de ferramenta que não faz parte de seu arsenal...
Bem... certamente ele contará com nossas orações, nosso apoio e carinho, pois como pastores e pastoras que lutaram e lutam por uma reforma e um reavivamento de nossa Igreja Metodista, ansiamos por uma postura firme, sábia, crente e no Poder do Espírito Santo.
Inquietações como a sua, meu caríssimo Jesué - que também são minhas, encontrarão eco.
Dino Arí Fernandes

Verso e Voz — 07 de dezembro

Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o ou a que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro ou primeira entre vós será servo ou serva de todos e todas. Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em regate por muitos. — Marcos 10.43-45

“Não é quase inacreditável que o Criador, cuja liberdade e poder todos e todas nós dependemos, permitiria a si mesmo a ser enfaixado, e deitar em fraqueza desamparado na palha”. — John Stott

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06 dezembro, 2006

Pastoral da Juventude recolhe sugestões em blog

LONDRINA, 6 de dezembro (ALC) – Numa iniciativa que se conecta às possibilidades presentes na sociedade da informação, a Pastoral da Juventude do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), região Brasil, inseriu blog na rede mundial de computadores.

No blog, a Pastoral da Juventude quer recolher e compartilhar opiniões, sugestões e impressões de jovens e adultos de todas as idades com vistas à V Assembléia Geral desse organismo ecumênico continental, agendada para Buenos Aires, dias 19 a 25 de fevereiro de 2007. A sede do CLAI fica em Quito, Equador, e a sede do CLAI-Brasil está localizada em Londrina, Paraná.

A Assembléia, afirmou o reverendo Cleber Diniz Torres no blog, é “um momento de diagnosticar as situações encontradas pela América Latina e de projetar as melhores ações com as quais poderemos testemunhar o evangelho ao mundo e garantir o direito à vida plena não somente para todos os seres humanos, mas para toda a criação”.

O diretor do Departamento de Comunicação do CLAI, pastor Nilton Giese, aplaudiu a iniciativa. O trabalho da Pastoral da Juventude, escreveu Giese, é fundamental para a formação de novas lideranças no movimento ecumênico, e ecumenismo, além de ser estudado, precisa ser vivido, frisou.

O endereço do blog é: www.vasambleadelclai.blogspot.com

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Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação

Verso e Voz — 06 de dezembro

De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. — 1 Timóteo 6.6-8

“Cada dia que vivo se torna mais cheio de sentido, mais pleno, e, para mim, muito mais enriquecedor. O tempo é curto demais, descobri, para todas as revelações tremendas do amor de Deus que ele tem me dado – novos insights, novas visões, novas possibilidades, novas dimensões do viver humano, novos relacionamentos com as pessoas ao meu redor, novas profundezas de preocupação, e de agonia, e de alegria que faz minha vida – sim, posso dizer verdadeiramente – tão profundamente cheio de sentido que estou entusiasmado quando vou para a cama à noite para acordar a manhã seguinte e dizer, ‘É um novo dia, é uma nova experiência de Deus e da humanidade’”. — Beyers Naude

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05 dezembro, 2006

Lançamento de Livro


Queridos(as) Amigos(as)

É com imensa satisfação que convido vocês para o lançamento do meu livro:

"LITURGIA E PREGAÇÃO"

O evento será realizado no dia 8 de dezembro de 2006, sexta-feira, a partir das 20h30. Local: Auditório "Vitório Bergo"– "Edifício João Panisset" – Granbery. Conto com a presença de todos vocês.

Um forte abraço

Messias Valverde

Verso e Voz — 05 de dezembro

Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou inimiga ou o seu jumento, lho reconduzirás. Se vires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele ou daquela que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo. — Êxodo 23.4-5

“Quando amar pessoas, veja tudo de bom nelas, tudo de Cristo. Deus vê Cristo, seu Filho, em nós e nos ama. Então, devemos ver Cristo nos outros e outras, e mais nada, e amá-los. Nunca pode ser de mais. Nunca pode haver reflexão de mais sobre isso”. — Dorothy Day

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04 dezembro, 2006

2ª Conferência da Paz debate o papel do Estado


Brasília, 30 de novembro de 2006.

Reformas política e agrária e defesa da regulamentação de plebiscitos e referendos no País serão pautas apresentadas ao Governo e à Câmara Federal

A 2ª Conferência da Paz no Brasil será realizada no dia 5 de dezembro, a partir das 8h30, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília, com diversos debates sobre alternativas contra a violência no país, o papel do Estado como agente da paz, segurança pública e reformas política e agrária.

A mesa de abertura contarão com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PcdoB/SP); da deputada Selma Schons (PT/PR); do ministro Luiz Soares Dulci; do reitor da Unipaz, Pierre Weil; professor da Universidade de Brasília, Nielsen de Paula Pires e do secretário executivo do Conic, Pe. Gabriele Cipriani.

Às 9h, o ministro Luiz Soares Dulci apresenta a palestra “O Estado Brasileiro Agente de Paz”, com comentários do professor da Universidade de Brasília (UnB), Nielsen de Paula Pires. Às 10h30, será debatido o tema “Onde o Estado não chega”, com depoimentos de Patrícia Audi, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre o trabalho escravo; de Raquel Willadino Braga do Observatório de Favelas sobre a situação das favelas no País; e de Antônio Carlos Munhoz, presidente do Instituto MID para Participação Social de Pessoas com Deficiência. Às 11h20 haverá a apresentação do Grupo de Rap – Voz na Ativa, seguida de uma plenária.

Para o secretário executivo do Conic, Pe. Gabriele Cipriani, o evento será uma oportunidade para problematizar o papel do Estado. “Será que o Estado brasileiro é um agente da Paz?”, questiona Pe. Gabriele. Ele aproveita para lembrar de artigos da Constituição ainda não regulamentados, como é o caso do artigo 14, que fala dos plebiscitos e referendos, e de reformas engavetadas, como a agrária e a política. “O sistema político continua sendo um instrumento de manutenção de privilégios e reprodução de interesses, a nossa democracia é frágil e os mandatos constitucionais que tratam dos direitos sociais ainda não foram devidamente democratizados”, destaca.

No evento (13h55) será lançado o livro “Arcos da Paz e da Sustentabilidade no Brasil“, uma publicação da Defensoria Social. O livro lança o desafio da construção de uma proposta alternativa para o resgate da cidadania ativa e plena, frente à crise que atravessam as forças sociais em razão de omissões do Estado.

Às 14h será realizado o debate “Segurança Pública”, com André Porto, da coordenação da ONG Viva Rio; Sandra Carvalho, diretora da Justiça Global; e o general Athos Costa de Faria, da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social de Brasília. O mediador desta mesa será o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT/SP), relator do Estatuto do Desarmamento na Câmara dos Deputados.
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Às 15h30 acontece o debate “Pautas de Reformas”, com apresentação das propostas de reforma política, por José Antônio Moroni, do Inesc; e da reforma agrária pelo professor Plínio de Arruda Sampaio. Finalizará a Conferência o procurador regional da República Alexandre Camanho, discursando sobre “Estado e Cidadania” e o papel da participação da sociedade civil nas reformas do Estado, destacando a importância da regulamentação do artigo 14 da Constituição.

A Conferência está sendo promovida por várias entidades, entre elas o Conselho Nacional de Igrejas (Conic), Cáritas Brasileira, Amigos da Paz, Defensoria Social, Pastorais Sociais da CNBB, Iniciativas das Religiões Unidas, Fé Bahá`í, Conselho Indigenista Missionário), Ministério Público Federal e Viva Rio.
Histórico: A 1ª Conferência da Paz no Brasil aconteceu em 8 de março de 2005, Dia Internacional da Mulher, na Câmara dos Deputados, com um ato em homenagem às vítimas de violência no Brasil. Debates sobre alternativas contra a violência no país. No final da conferência foi produzida a Carta da Paz, entregue no dia 17 de março ao Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Informações:
Cida Lima, jornalista da Cáritas, 3214 5420 e 8134 8849

PROGRAMAÇÃO
8h30
MESA DE ABERTURA: Dep. Aldo Rebelo – Presidente da Câmara; Ministro Luiz Soares Dulci; Dep. Selma Schons – mediadora da mesa; Dr. Pierre Weil – Reitor UNIPAZ; Prof. Nielsen de Paula Pires – UNB e Pe. Gabriele Cipriani – Secretário Executivo do CONIC

1 – Sessão: “O Estado Brasileiro Agente de Paz” – mediadora – Dep. Selma Schons

9h
Min. Luiz Soares Dulci

9h45
Prof. Nielsen de Paula Pires - UNB

2 – Sessão: “Onde o Estado não chega” – mediadora - Dep. Iriny Lopes

10h30
Trabalho escravo – Patrícia Audi - OIT

10h45
As favelas – Raquel Willadino Braga – Observatório de Favelas

11h
Pessoas com deficiências – Antônio Carlos Munhoz – Inst. MID

11h20
Apresentação do Grupo de Rap – Voz na Ativa

11h35
Participação da plenária

12h30
Almoço

3 – Sessão - Segurança Pública – mediador - Dep. Luiz Eduardo Greenhalgh

13h55
Lançamento: “Os Arcos da Paz e da Sustentabilidade”

14h
André Porto – Viva Rio

14h20
Sandra Carvalho – Justiça Global

14h40
General Athos Costa de Faria – Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social de Brasília

15h
Plenária

4 – Sessão de Pautas de Reformas – Dep. Nazareno Fonteles

15h30
Pauta da Reforma política – Dr. José Antonio Moroni - INESC

16h
Pauta da Reforma agrária – Prof. Dr. Plínio de Arruda Sampaio

16h30
Estado e Cidadania – Dr. Alexandre Camanho – Procurador Regional da República

17h- encerramento

Verso e Voz — 04 de dezembro

Abre a boca a favor do mudo e muda, pelo direito de todos e todas os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados e necessitados. — Provérbios 31.8-9

“A Bíblia clara e repetidamente ensina um ponto fundamental que muitas vezes esquecemos. Nos momentos cruciais quando Deus mostrou atos poderosos na história para revelar sua natureza e vontade, Deus também interveio para libertar os pobres e oprimidos e oprimidas”. — Ronald J. Sider

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03 dezembro, 2006

Los 80 años de Fidel: confidencias

Por: Leonardo Boff

Lo que voy publicar aquí va a irritar o a escandalizar a aquellos a quienes no les gusta Cuba o Fidel Castro. Eso no me preocupa. Si no ves el brillo de la estrella en la noche oscura, la culpa no es de la estrella sino tuya.

En 1985 el entonces cardenal Joseph Ratzinger me sometió, por causa del libro Iglesia: carisma y poder, a un «silencio obsequioso». Acogí la sentencia, dejé de enseñar, de escribir y de hablar en público. Meses después fui sorprendido con una invitación del Comandante Fidel Castro, pidiéndome pasar 15 días con él en la Isla, durante sus vacaciones.

Acepté inmediatamente pues veía la oportunidad de retomar diálogos críticos que junto con fray Betto habíamos entablado varias veces anteriormente. Puse rumbo a Cuba. Me presenté al Comandante. Él, delante de mí, telefoneó inmediatamente al Nuncio Apostólico con el que mantenía relaciones cordiales y le dijo: “Eminencia, está aquí fray Boff; va ser mi huésped durante 15 días. Como soy disciplinado, no permitiré que hable con nadie ni dé entrevistas, así observará lo que el Vaticano quiere de él: silencio obsequioso. Velaré para que se respete”

Y así fue. Durante 15 días, ya fuera en carro, en avión o en barco me mostró toda la Isla. Simultáneamente al viaje corría la conversación, con la mayor libertad, sobre mil asuntos de política, de religión, de ciencia, de marxismo, de revolución y también críticas sobre el déficit de democracia.

Las noches se dedicaban a una larga cena, seguida de conversas serias que a solían llegar hasta bien entrada la madrugada. A veces hasta las 6 de la mañana. Entonces se levantaba, se estiraba un poco, y decía: «ahora voy a nadar unos 40 minutos y después voy a trabajar». Yo iba a anotar lo conversado y después, a dormir.

Algunos puntos de aquella convivencia me parecen relevantes. Primero, la persona de Fidel. Es más grande que la Isla. Su marxismo es ético más que político: ¿cómo hacer justicia a los pobres? Después, su buen conocimiento de la teología de la liberación. Había leído una montaña de libros, todos anotados con listas de términos y de dudas que aclaraba conmigo. Llegué a decirle: “si el Cardenal Ratzinger entendiese la mitad de lo que entiende usted sobre teología de la liberación, bien diferente sería mi destino personal y el futuro de esta teología”. Y en ese contexto confesó: “Cada vez me convenzo más de que ninguna revolución latinoamericana será verdadera, popular y triunfante si no incorpora el elemento religioso”.

Tal vez por causa de esta convicción prácticamente nos obligó, a fray Betto y a mí, a dar cursos sucesivos de religión y de cristianismo a todo el segundo escalón del Gobierno y, en algunos momentos, con todos los ministros presentes. Esos verdaderos cursos fueron decisivos para que el Gobierno llegase a un diálogo y a una cierta “reconciliación” con la Iglesia Católica y demás religiones en Cuba.

Para terminar, una confesión suya: “Estuve interno en los jesuitas varios años; me dieron disciplina pero no me enseñaron a pensar. En la cárcel, leyendo a Marx, aprendí a pensar. Por causa de la presión estadounidense tuve que acercarme a la Unión Soviética, pero si hubiese tenido en aquel tiempo una teología de la liberación, seguramente la habría abrazado y aplicado en Cuba.” Y remató: “Si un día vuelvo a la fe de mi infancia, volveré de la mano de fray Betto y de fray Boff».

Llegamos a momentos de tanta sintonía que sólo nos faltaba rezar juntos el Padrenuestro. Yo había escrito 4 gruesos cuadernos sobre nuestros diálogos, pero en Río asaltaron mi carro y se llevaron todo. El libro imaginado jamás podrá ser escrito, pero guardo en mi memoria una experiencia inolvidable de un Jefe de Estado preocupado por la dignidad y el futuro de los pobres.+ (PE)

02/12/06 - PreNot 6347
Agencia de Noticias Prensa Ecuménica - ECUPRES

Verso e Voz — 03 de dezembro

Filhinhos e filhinhas, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade. E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, perante ele, tranqüilizaremos o nosso coração; pois, se o nosso coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus. — 1 João 3.18-20

“Quando entra posições de confiânça e poder, sonhe um pouco antes de pensar”. — Toni Morrison

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